Planejar é cuidar!
Vivemos em um mundo em constante transformação, onde as incertezas se multiplicam e a preocupação com o futuro é cada vez maior. Nesse cenário, o planejamento patrimonial e sucessório deixou de ser assunto restrito a grandes fortunas para se tornar uma necessidade real para famílias e empresários que desejam proteger seus bens e garantir o bem-estar das próximas gerações. No Brasil, esse tema ganhou destaque devido a uma série de fatores: mudanças nas estruturas familiares, como o aumento de divórcios; a falta de sucessores para dar continuidade a negócios de família; o avanço da tecnologia; eventos de grande impacto, como pandemias e guerras; e alterações na legislação, especialmente diante da tão falada reforma tributária.
O que muitos não percebem é que, sem um plano, a transmissão de bens pode se transformar em um verdadeiro pesadelo: inventários longos, custas elevadas, pagamento de ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), honorários advocatícios e cartorários, além do desgaste emocional e de possíveis conflitos familiares. No Estado de São Paulo, por exemplo, o ITCMD hoje é de 4%, mas em breve poderá chegar a 8%. Não é à toa que cartórios têm registrado recordes de doações, testamentos e usufrutos nos últimos meses. Antecipar-se a essas mudanças é essencial para reduzir o impacto financeiro e preservar o patrimônio.
Quando o assunto envolve empresas familiares, o risco é ainda maior. A ausência inesperada de um dos administradores, sem regras claras de sucessão, pode provocar rupturas, falências e dissolução de patrimônio. O planejamento sucessório é um trabalho personalíssimo, construído sob medida, que considera objetivos, estrutura familiar, tipo de bens e particularidades de cada caso. Ele precisa ser elaborado por profissionais de diferentes áreas, como advogados, contadores, tributaristas e planejadores financeiros, utilizando ferramentas como testamentos, doações com usufruto, holdings, fundos exclusivos, previdência privada e seguros de vida. O objetivo é deixar tudo resolvido para que, no futuro, a partilha seja rápida, econômica e sem brigas.
Entre todas as ferramentas, o seguro de vida tem um papel singular: trazer liquidez imediata no momento mais difícil. Na modalidade vitalícia, além de garantir recursos livres de tributos, inalienáveis e impenhoráveis, permite que o segurado escolha seus beneficiários sem se prender à lei da legítima. Com prazo de pagamento definido, cobertura para toda a vida e até possibilidade de resgate de reserva corrigida, o seguro vitalício é uma das soluções mais completas para integrar a estratégia sucessória.
Planejar é um ato de cuidado. Seja no âmbito pessoal ou empresarial, definir como será a sucessão não é apenas uma questão financeira, mas também emocional. Mais do que bens, transmitimos segurança, tranquilidade e a certeza de que tudo aquilo que construímos não se perderá com o tempo.
Cláudio Siqueira Junior, especialista em gestão de riscos e planejamento patrimonial sucessório.

Comentários
Postar um comentário