Um país mais “seguro”



Vivemos em um país onde as pessoas têm seguro para o carro, para o celular, para a casa, mas quem realmente tem seguro de vida?

A verdade é que o seguro de vida ainda é visto por muitos como algo distante, opcional ou ligado apenas à morte. Mas ele vai muito além. O seguro de vida tem um papel social importante. Ele garante, por exemplo, que uma criança continue estudando no colégio em que está, mesmo após a perda dos pais. Ele preserva o padrão de vida de uma família que depende financeiramente de alguém que sofreu uma fatalidade. Ele mantém viva a dignidade, os sonhos e a longevidade de quem fica.

No Brasil, há mais pessoas com seguro do celular que carrega no bolso do que protegendo a própria vida. Isso revela muito sobre nossas prioridades e sobre como enxergamos o futuro.

O seguro de vida não é apenas uma ferramenta de mitigação de risco. Ele também pode ser estruturado como investimento e estratégia de sucessão patrimonial. Diferente de outros recursos, a indenização do seguro de vida não passa pelo inventário. Isso significa liquidez imediata para custear o processo de inventário ou para manter o patrimônio em ordem, evitando dívidas inesperadas ou a necessidade de vender bens às pressas.

Toda gestão patrimonial envolve riscos. Construir um patrimônio exige esforço, dedicação, tempo, renúncia. Mas mantê-lo pode ser ainda mais difícil. Basta um imprevisto, uma fatalidade ou uma doença grave para que tudo aquilo que foi conquistado com anos de trabalho se fragilize em questão de dias.

Em países que possuem a cultura do seguro de vida consolidada, há maior capacidade de crédito de longo prazo, taxas de juros mais baixas e estabilidade econômica. Isso porque o seguro garante proteção ao sistema financeiro, cria previsibilidade e reduz o impacto dos riscos sobre a economia real.

Um país onde a mentalidade sobre seguros é permanente é um país mais próspero, consciente e seguro em todos os sentidos. Protegemos o que tem valor, garantimos que filhos sigam estudando, que famílias permaneçam em seus lares e que empresas familiares não sejam vendidas ou fechadas por falta de planejamento sucessório.

Talvez seja hora de mudar nossa visão sobre o seguro de vida.

De enxergar menos como gasto e mais como proteção, planejamento e investimento.

Afinal, quando protegemos a vida, protegemos tudo o que ela sustenta: família, negócios, sonhos e a própria economia. Há até aqueles que defendem os seguros como uma ferramenta obrigatória. Nos Estados Unidos por exemplo assim que os negócios são fechados é de praxe perguntar: “E a apólice de seguro para proteger o nosso negócio, como está?” Trata-se de algo tão comum e rotineiro que até para matricular os filhos no colégio particular o seguro é considerado.

Um país só é verdadeiramente seguro quando a sua gente está protegida.

Cláudio Siqueira Junior, especialista em gestão de riscos e planejamento patrimonial sucessório.

Claudio.siqueira@prudentialfranquia.com.br

19 98223-2300

 

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