Por que devo me preocupar com a minha sucessão?

 Por que devo me preocupar com a minha sucessão?

É com muita alegria que escrevo sobre esse importante tema que impacta a vida financeira e o futuro de muitas famílias. Afinal, você já ouviu falar sobre planejamento patrimonial sucessório? Muitas famílias adiam esse assunto e não se planejam e no momento do luto nasce uma dívida. Emocionalmente abaladas e muitas vezes desprevenidas financeiramente, os herdeiros precisam tomar decisões rápidas e complexas, assim acabam dilapidando patrimônio, tornando esse momento ainda mais traumático. Isso acontece porque o grande vilão dessa história é o inventário que custa de 15 a 20% do patrimônio e incide sobre bens imóveis, móveis e dinheiro em conta. Esse custo pode ficar ainda maior quando há disputas familiares que levam as brigas judiciais intermináveis. O inventário envolve o ITCMD (Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), honorários advocatícios e custas de cartório e quem paga são os herdeiros que passarão a ser donos de todos os bens do falecido. Notícias recentes sobre um eventual reajuste neste tributo fez com que muitas famílias desesperadas corressem aos cartórios de de imóveis para realizarem doações, afim de beneficiar os herdeiros e reduzirem as despesas futuras. Além disso a digitalização dos processos, a rápida comunicação e interligação dos órgãos públicos e instituições financeiras apertaram a fiscalização. Culturalmente o brasileiro ignora o fato de considerar a própria partida através de um planejamento, no entanto, a falta dele está custando cada vez mais caro e comprometendo gerações futuras. Existem atualmente inúmeras ferramentas para um bom plano como: Doações em vida, testamentos, holdings patrimoniais, trustes, fundos exclusivos e apólices de seguro. Estes são alguns exemplos, no entanto as ferramentas são inúmeras e quanto mais diversificadas, mais eficazes são para reduzirem as dores de cabeça no futuro. As soluções são diferentes para cada perfil de pessoa, não há uma receita pronta que se enquadre para qualquer um. Constituir uma holding ou fazer um testamento por exemplo não isenta os herdeiros dos impostos.  As soluções vão desde um pai de família que prioriza o legado educacional dos filhos até um empresário multi-milionário que se preocupa com a sucessão da sua participação na empresa e a continuidade nos negócios, aliás esse será o tema da nossa próxima conversa onde vamos falar mais sobre esse assunto que envolve família, propriedade e gestão. Até a próxima.

Cláudio Siqueira Junior, especialista em gestão de riscos e planejamento patrimonial sucessório.

Claudio.siqueira@prudentialfranquia.com.br

19 98223-2300

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